segunda-feira, 5 de junho de 2017

Palestra "Patrimônio e Paisagem Cultural" no 2º Eco-Encontro do Curso Técnico em Meio Ambiente do CIMOL


No sábado (03/06) pela manhã ocorreu a palestra do Arq. Jorge Luís Stocker Jr. - "Patrimônio e Paisagem Cultural", atividade do 2º Eco-Encontro do Curso Técnico em Meio Ambiente do CIMOL - Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato em Taquara (RS).
Além dos conceitos de patrimônio cultural e de paisagem, foi apresentada a experiência de sua utilização dentro do Inventário do Patrimônio Cultural Arquitetônico e Paisagístico de Campo Bom. 


terça-feira, 9 de maio de 2017

Participação no programa Momento do Patrimônio


O tema do programa Momento do Patrimônio, desta terça-feira, é a preservação do patrimônio cultural no RS. O convidado é o arquiteto e urbanista Jorge Stocker Jr., que é mestrando no PROPUR – Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRGS. Jorge é presidente do Fórum Setorial de Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Bom, Conselheiro Titular no Conselho Municipal de Políticas Culturais e no Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Bom.
Momento do Patrimônio é um projeto do Setor de Patrimônio Histórico da UFRGS e vai ao ar nas terças-feiras, às 20h30min, pela Rádio da Universidade, e pode ser escutado sintonizando na faixa 1080 AM ou no site. .
Realização: SPH/Suinfra/UFRGS
Produção e apresentação dos servidores do SPH: Guta Teixeira (graduada em Jornalismo) e Diego Devincenzi (doutorando em História)

Confira a entrevista: https://www.ufrgs.br/patrimoniohistorico/2017/05/09/momento-patrimonio-10-preservacao-patrimonio-cultural-rs/

domingo, 9 de abril de 2017

Entrega de Cópia do Inventário ao Prefeito em Campo Bom


Na última quinta-feira (06/04), o Arquiteto e Urbanista Jorge Luís Stocker Jr. entregou uma cópia do Inventário do Patrimônio Cultural Arquitetônico e Paisagístico de Campo Bom (RS) ao Prefeito Municipal Luciano Orsi.
O trabalho técnico foi desenvolvido pelo Arq. Jorge Luís Stocker Jr., com consultoria do doutorando em história Cristiano de Brum e assessoramento do IPHAE/RS. Foi concluído e entregue oficialmente ainda em 2016. Trata-se de um instrumento de identificação do patrimônio cultural, podendo ser considerado como um ponto de partida para a construção de políticas de preservação.

sábado, 25 de março de 2017

Jornal Repercussão: Empreiteiro destrói patrimônio cultural em Campo Bom para abrir loteamento

Campo Bom – Um cemitério, na região do Quatro Colônias Norte (na Estrada Campo Bom/Dois Irmãos), onde há imigrantes alemães sepultados, está sendo destruído por um empreiteiro. O fato, inclusive, motivou familiares que possuem antepassados no local (que fica próximo da RS-239) a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Campo Bom.

O campo-bonense João Alberto Wilborn, contatou a reportagem e denunciou o fato, que tem revoltado seus pais e parentes. “No meu caso, os meus avós estão sepultados nesse cemitério. Há túmulos datados de 1822 no local. Meu pai ficou muito abalado ao saber dessa destruição que está ocorrendo no local. É necessária uma providência para que a memória das famílias não seja destruída dessa forma”, protesta o campo-bonense, descendente de alemães.

A Prefeitura de Campo Bom informou que uma denúncia foi protocolada nesta quinta-feira (23), que o proprietário foi notificado e deve ser multado. Informações concedidas pela Administração revelam que o loteador havia solicitado a liberação para construir na área, mas como não contava com nenhuma estrutura de saneamento e licença ambiental, o empreendimento sequer contava com liberação do Poder Público.

Túmulos de 200 anos no local destruídos

Ainda de acordo com informações da Prefeitura de Campo Bom, o loteador derrubou árvores irregularmente, destruiu e passou por cima de túmulos históricos, alguns mais de 200 anos. Quando os fiscais da Prefeitura chegaram ao local, havia até demarcações de prováveis lotes. Porém, por se tratar de um empreendimento sem autorização legal da Prefeitura, a Administração não soube informar a totalidade de lotes que a área de 24 hectares passaria a contar.

Cemitério está em uma zona rural do Município

Outro detalhe é que o loteamento está em uma Zona Rural. Para poder construir lotes em regiões com estas características, o empreiteiro deveria contar com uma autorização da Prefeitura (o que ele não possui). Em áreas rurais, com autorização, é possível organizar lotes de no mínimo dois hectares.

O nome da empresa ou do empreiteiro não foram revelados pela Prefeitura de Campo Bom.

Fórum Setorial repudia ação de empreiteiro

O Fórum Setorial de Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Bom emitiu uma nota, onde repudia a ação ilegal de destruição do antigo Cemitério do Quatro Colônias Norte..

Jorge Stocker Jr, integrante do Fórum, explica que o poder público municipal e a Promotoria do Ministério Público Estadual foram notificados, e espera que todo o dano cultural materializado nesta agressão seja revertido integralmente, através da recuperação cuidadosa de todas as lápides remanescentes; e que a sociedade seja indenizada também através de outras medidas compensatórias.

Histórico do Cemitério

O Cemitério do Quatro Colônias Norte é o cemitério mais antigo do município (iniciado entre 1826 e 1828) e que teria recebido o primeiro sepultamento oficial de Campo Bom, ainda anteriormente a inauguração do antigo Cemitério Evangélico no centro. No local encontram-se lápides dos imigrantes que ocuparam a região, das famílias Deuner, Ermel, Hoffmeister, Lauer, Reichert, Vetter e Willborn. O cemitério foi inventariado como Patrimônio Cultural de Campo Bom pelo IPHAE/RS em 2016.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Jornal Repercussão: Construções imponentes contam parte da história de Campo Bom

Postado em 31 de janeiro de 2017, 09:40 Fonte: http://www.jornalrepercussao.com.br/dia-a-dia/construcoes-imponentes-contam-parte-da-historia-de-campo-bom/


Memória | Arquiteto Jorge Luís Stocker Júnior desenvolve Inventário do Patrimônio Cultural Arquitetônico e Paisagístico do Município
As casas, prédios e construções históricas de Campo Bom, agora, possuem um inventário. O documento oficial que apresenta as principais edificações concebidas pelos alemães e outras etnias que ajudaram no desenvolvimento econômico campo-bonense (caso do prédio do Banco Nacional do Comércio), integram um estudo entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE/RS). O Inventário foi desenvolvido em 2016 pelo arquiteto Jorge Luís Stocker Júnior, com consultoria do doutorando em história Cristiano de Brum. “O Inventário é um instrumento de identificação do patrimônio cultural, podendo ser considerado como um ponto de partida para a construção de qualquer política de preservação”, pondera Stocker.
Para o arquiteto, o inventário não se trata apenas de um conjunto de fichas descritivas, mas de um profundo estudo do processo de ocupação do território, sua evolução urbana, o conhecimento das diferentes tipologias arquitetônicas existentes e seus significados culturais, sociais e paisagísticos. “A partir do trabalho, é possível elencar prioridades para ações emergenciais, formulação de projetos turísticos e culturais, de educação patrimonial e de fomento a preservação com sustentabilidade econômica”, avalia o arquiteto. Confira ao lado algumas das imagens que integram o Inventário.
Prédio do antigo Banco Nacional do Comércio
O primeiro correspondente bancário do Banco Nacional do Comércio em Campo Bom, data de 1920, foi confiado na época para Henrique Feltes. Em 1923, assumiu a correspondência a firma Felipe & Miguel Blos, dos irmãos Felipe Blos II e Miguel Blos Neto, onde funcionou por 15 anos, sendo após confiada a Adolar Blos e Willy Sperb. Em 1947, a correspondência foi elevada a escritório, assumindo a direção da casa o Sr. João Crippa Lima.
A construção da nova agência do Banco Nacional do Comércio se deu em 1959, dentro do espírito de otimismo da emancipação. Trata-se da primeira agência bancária de porte construída em Campo Bom, vinculada ao grande êxito econômico que caracterizou aquele período, em que o até então distrito era constantemente referido na mídia nacional como o distrito de maior arrecadação per capita, e também, como o distrito de maior densidade industrial da América Latina. A inauguração da agência ocorreu no dia 26 de março de 1960.
Casa Deuner Korndoerfer na rua dom pedro II
A Casa Deuner Korndoerfer foi a residência de Carlos Deuner Filho (1876-1962) e sua esposa Malvina Ulrich Deuner (1890-1945). Carlos Deuner é neto do imigrante Philipp Heinrich Deuner, e filho do casal Carlos Deuner (1844-1927) e Carolina Elisabeth Gerhardt (1852-1941). Malvina, conhecida como “Frau Deuner”, exerceu atividades de parteira, sendo muito reconhecida. Mais tarde, residiu no local sua filha Lydia Deuner Koerdoerfer e o esposo Oscar Korndoerfer. Dona Lydia foi aprendiz de dona Hulda Weidler, renomada costureira. Mais tarde, Lydia se tornou professora de Corte e Costura, cujas aulas ministrava no atelier da própria residência. Residiu na casa até o final de sua vida. Em meados de 1927, foram adicionados os elementos decorativos de madeira sob o beiral da residência.
Villa Ella – Antiga Residência de Arno Kunz
O sobrado foi construído entre os anos 1930 e 31 para o casal Arno Kunz e Ella Blos. O projeto foi elaborado pela empresa Breidenbach, Mossmann & Cia, de Novo Hamburgo. Os interiores teriam sido inspirados na Quitandinha (antigo Cassino de Petrópolis – RJ). Segundo depoimentos, o terreno foi obtido de Felipe e Miguel Blos, sob a condição de “edificar um sobrado que fosse exemplo do progresso de Campo Bom”. A edificação seguia originalmente linhas ecléticas mais rebuscadas, tendo sido simplificado em meados dos anos 50, quando as colunas de capitel coríntio foram substituídas por dórico. A residência tem sido alugada para fins comerciais.
O industriário Arno Kunz, proprietário original da casa, nasceu em Sapiranga/RS, filho de Guilherme Oto Kunz e Ema Schmidt. Foi sócio fundador da Sociedade Amigos de Campo Bom em 1953.
Crédito da foto: Acervo de Luiz Felipe Kunz Neto

Fonte: http://www.jornalrepercussao.com.br/dia-a-dia/construcoes-imponentes-contam-parte-da-historia-de-campo-bom/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Curso Práticas de Inventário de Patrimônio Cultural


Hoje pela manhã (25/01), encerramos o curso Práticas de Inventário de Patrimônio Cultural com uma saída de campo no bairro Tristeza, em Porto Alegre (RS). Os alunos foram recebidos no Centro Cultural Zona Sul, de onde a caminhada partiu, contemplando alguns dos pontos históricos do bairro.

Entre os pontos visitados, a ponte seca da entrada da Vila Conceição, sobre a antiga linha férrea, e o conjunto histórico da Igreja Sagrado Coração de Jesus. Muita troca de informações, experiências e reflexões sobre a preservação do patrimônio cultural.

O curso de 20h/a foi realizado na PUCRS e ministrado pelo Arq. Jorge Luís Stocker Jr. e pela Prof. Dra. Gislene Monticelli, com coordenação da prof. Cintia Dhein.