quinta-feira, 21 de maio de 2015

Encontro “A Preservação do Patrimônio Natural e seu entorno como recurso de desenvolvimento"


A água como ponto de conexão entre meio ambiente e patrimônio cultural foi o ponto central de três palestras realizadas na tarde de ontem (21/5) no auditório da Justiça Federal em Porto Alegre (RS). As atividades integram a programação “A Preservação do Patrimônio Natural e seu entorno como recurso de desenvolvimento”, que acontece até 10/7 na sede da instituição. O evento é alusivo à 13ª Semana Nacional de Museus e ao 10º aniversário da 9ª Vara Federal da capital, especializada em Direito Ambiental, e contou com a presença de alunos do 1º e do 2º ano do curso de Design de Interiores da Escola Técnica Estadual Ernesto Dornelles.

Na primeira fala do dia, o Diretor do Instituto de Pesquisas Hídricas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), André Luiz Lopes da Silveira, falou sobre a importância da gestão da água nos meios rurais e, principalmente, urbanos. “Podemos fazer uma analogia com o corpo humano. Assim como o sangue para o organismo, a água é o fluido vital que mantém nosso clima e nosso ecossistema em equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acontece a doença”, explicou.

Jorge Luis Stocker Júnior abordou o tema da água como referência cultural, meio de transporte e infraestrutura, elemento simbólico e de sociabilidade. Ele apresentou como exemplos detalhes arquitetônicos, construções, organizações geográficas e hábitos construídos em função da proximidade de rios ou da presença do elemento. “A caixa d’água do bairro Petrópolis, na capital, é uma construção que aparentemente não possui grande valor arquitetônico e poderia passar despercebida em um inventário técnico. Entretanto, ela possui um grande significado para a comunidade local”, comentou, destacando a necessidade de maior sensibilidade nas definições relacionadas ao patrimônio cultural.




Já Mônica Wiggers e Mirian Sartori Rodrigues, respectivamente geógrafa e diretora do Instituto do patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS (Iphae) apresentaram um estudo sobre a importância da preservação dos mananciais para a manutenção da mata atlântica. “Houve uma ampliação em relação ao que é patrimônio a ser preservado. Hoje se preserva um conjunto de informações, inclusive o patrimônio imaterial. A mata atlântica, por exemplo, é patrimônio preservado pelo Iphae”, disse Mirian. Para a pesquisadora, não existe separação entre meio ambiente e patrimônio cultural. “São coisas integradas e assim devem ser tratadas”, concluiu.


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