quarta-feira, 28 de junho de 2017

Novo Hamburgo conta com 25 agentes comunitários para preservação do patrimônio

Preservar o patrimônio histórico e cultural é um dever de todo o cidadão. Afinal, é conhecendo o passado que se entende o presente e se vislumbra o futuro. No último final de semana, nos dias 23 e 24 de junho, Novo Hamburgo deu mais um importante passo na preservação da sua memória. Foram formados 25 agentes comunitários para preservação do patrimônio histórico. As oficinas foram realizadas através do Projeto Preservar, vencedor do edital de fomento cultural realizado pelo Conselho Municipal de Cultura e Secretaria de Cultura (SECULT), e aconteceram no Centro Histórico de Hamburgo Velho.

O Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser, primeiro prédio da cidade a ser tombado como patrimônio histórico nacional, foi o ponto de partida das oficinas, que reuniram um grupo multidisciplinar no debate sobre as questões de preservação. No primeiro encontro foi abordada a formação histórica de Hamburgo Velho, por meio da colonização alemã, e a atual relação do bairro com as demais áreas da cidade. Outros tópicos como os atuais instrumentos urbanísticos e jurídicos e mecanismos de financiamento que podem auxiliar os proprietários a se articularem para preservar e conservar os imóveis também foram pautas do primeiro encontro, do dia 23 de junho.

Já na segunda etapa da capacitação, realizada no sábado, dia 24, foram abordados os aspectos das técnicas construtivas tradicionais empregadas nos imóveis, os conceitos de identificação e preservação dos bens históricos, além de boas práticas e uma apresentação sobre os danos mais recorrentes nas construções históricas. Os 25 oficineiros debateram os conteúdos apresentados e visitaram um imóvel histórico do bairro, a Casa Pitanti, para identificar as técnicas empregadas e possíveis patologias das edificações.

Para o arquiteto Jorge Stocker Jr., um dos oficineiros, a experiência foi enriquecedora “A oficina teve um público bastante diversificado, foram muitas trocas de informações e debates que aconteceram. Além de moradores e comerciantes, teve participação de psicóloga, arquitetos, historiadores, museóloga, escritora, etc., então foram muitos olhares e abordagens diferentes reunidas. Acredito que a importância é termos conseguido instrumentalizar um grupo de participantes para atuar, sensibilizando com um olhar de conservação preventiva e preparando para a atuação no debate de políticas de preservação”, destacou.

Com a realização da oficina, este grupo está instrumentalizado para atuação como agentes ativos na preservação do centro histórico e para contribuir com a mobilização da comunidade.



 FONTE: Secult/NH

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