quarta-feira, 31 de julho de 2024

Jornal Dois Irmãos: Caminhada Orientada na Temporada Cultural 2024 Espaço Cultural Antiga Matriz (Ed. Impressa 31/07/2024)

 


Artigo publicado na Revista do IHGRGS- Dossiê Bicentenário da Imigração - ANTIGA COLÔNIA ALEMÃ DE SÃO LEOPOLDO: OS LUGARES DE MEMÓRIA TEUTO-BRASILEIROS NO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO (1924)

ANTIGA COLÔNIA ALEMÃ DE SÃO LEOPOLDO: OS LUGARES DE MEMÓRIA TEUTO-BRASILEIROS NO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO (1924)
Jorge Luís Stocker Jr. / Inês Martina Lersch

No centenário da colonização alemã no Rio Grande do Sul, comemorada em 1924, a Antiga Colônia de São Leopoldo observou uma série de iniciativas de construção de monumentos comemorativos. Este artigo aborda a constituição de lugares de memória da germanidade teuto-brasileira, elencando alguns casos de operação dos valores históricos e de intencionalidade de comemoração, e as disputas envolvidas nos processos. Os conflitos em torno da construção dos monumentos nas cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo revelam o contexto político do período. Os projetos dos arquitetos Walter Dreschler e Ernst Seubert buscaram inspiração nos monumentos alemães dedicados a Otto von Bismarck e também a valorização de uma experiência paisagística. Outros lugares de memória foram instituídos, em especial por mobilização de lideranças luteranas, como a Casa da Feitoria. Todas estas referências foram instituídas em meio a conflitos políticos e sob tensionamento das questões étnicas, elucidando a relevância destes lugares de memória para a comunidade local e também as contradições envolvidas nestes processos de construção. Por fim, discute-se o esgotamento dos valores de intencionalidade de comemoração inicialmente atribuídos e a necessidade de ressignificação destas referências.

Palavras-chave: Imigração Alemã, Lugar de Memória, Antiga Colônia Alemã de São Leopoldo, Patrimônio Cultural, Patrimônio da Imigração, Comunidades Teuto-brasileiras Resumo





terça-feira, 30 de julho de 2024

Temporada Cultural 2024 na Antiga Matriz - Dia do Patrimônio Cultural - Desvendando a Arquitetura Teuto-Brasileira em Dois Irmãos”

 

No dia 17 de agosto, Dia do Patrimônio Cultural, às 15h, acontece uma caminhada orientada com o arquiteto Jorge Stocker Júnior, intitulada “Desvendando a Arquitetura Teuto-Brasileira em Dois Irmãos”. Os participantes farão a pé um trajeto de cerca de 1,6 km ao longo da Avenida São Miguel, tendo por ponto de partida o Museu Municipal e como destino a Antiga Matriz de São Miguel.
A realização é 

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Jornal do Comércio: Entidades buscam recursos para restauro de monumento em NH


O projeto de conservação e restauro do Monumento ao Imigrante, lançado no dia 25 de julho do ano passado, ainda não completou a captação de recursos necessária para sua execução. A etapa é fundamental para que a edificação, localizada em Novo Hamburgo, receba os reparos necessários, especialmente após o período chuvoso registrado.

Criado em homenagem aos 100 anos da imigração alemã e inaugurado na época da emancipação de Novo Hamburgo (1927), o Monumento ao Imigrante é o mais antigo da cidade. Em 2008, foi tombado pelo município por seu valor histórico e cultural. O projeto original foi elaborado pelo arquiteto Ernest Karl Ludwig Seubert,

O local onde está instalado teria sido o primeiro lote colonizado por alemães, segundo a história oral. Ele permanece no mesmo lugar, à Rua Oscar Emílio Muller, 49, no bairro Vila Nova, e pode ser visitado gratuitamente no endereço que passou a fazer parte da área da Sociedade Aliança, nos anos de 1950.

"As infiltrações aumentaram muito, porque o excesso de chuva provoca retenção ainda maior de água nos terraços e nos pontos vulneráveis da estrutura", explica o arquiteto Jorge Stocker Júnior, coordenador e responsável técnico do projeto de restauro.

A iniciativa é viabilizada através da Lei de Incentivo à Cultura, pelo programa Pró-Cultura RS, em projeto da Associação de Moradores e Empreendedores (AME) de Hamburgo Velho. A presidente da AME, Luciane Jantsch, destaca que, além do restauro, o projeto prevê uma segunda etapa, com a implantação de um memorial. "Estamos empenhados em finalizar a primeira etapa de captação para iniciarmos o restauro e interrompermos o processo de deterioração", enfatiza. O projeto está orçado em R$ 782 mil nesta primeira etapa. Já foram captados R$ 510 mil.


Fonte: Jornal das Cidades / Jornal do Comércio 26/07/2024

https://www.jornaldocomercio.com/jornal-cidades/2024/07/1164719-entidades-buscam-recursos-para-restauro-de-monumento-em-nh.html

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Jornal NH - Edição Impressa - Monumento Resgatado - Lápide de 175 anos em Hamburgo Velho

 






Lápide de 175 anos de imigrantes alemães é encontrada em Novo Hamburgo e revela triste história

Peça estava nos fundos de uma fábrica e será restaurada na Fundação Scheffel, em Hamburgo Velho, onde foi localizada

Às vésperas de se comemorar o Bicentenário da Imigração Alemã no Brasil, celebrados no dia 25 de julho, uma lápide de aproximadamente 175 anos foi resgatada e trazida para a Fundação Ernesto Frederico Scheffel, onde será restaurada.

O “Denkmal Der Liebe”, ou Monumento ao amor, é dedicado à Maria Katharine Müller e Elisabetha Kremer, mãe e filha, falecidas com uma diferença de seis meses entre 1848 e 1849, ambas durante o parto de seus filhos.

A peça de arenito foi encontrada parcialmente enterrada e envolta por raízes de árvores, ainda em 2021, no pátio dos fundos de uma fábrica no bairro Hamburgo Velho. Por estar em um local de difícil acesso e, principalmente por seu peso, a lápide só foi transferida na semana passada com o uso de um guincho, com financiamento da Associação de Moradores e Empreendedores de Hamburgo Velho e acompanhamento técnico do arquiteto e urbanista Jorge Luís Stocker Júnior.

“É uma homenagem à mãe e filha, de 31 e 14 anos, que faleceram em seus partos. Maria Katharina quando deu à luz ao seu quinto filho, e Elisabetha, ainda adolescente, no nascimento de seu primeiro filho. Na lápide estão seus nomes escritos em alemão gótico, com as datas de nascimento e morte, o nome de seus maridos e, embaixo, a mensagem ‘unidas na pedra’”, explica Stocker Júnior, que é criador e coordenador do projeto O Campanário, que promove sensibilização, educação patrimonial e divulgação científica.

Apesar das dificuldades, a peça foi transferida sem danos até a Fundação Scheffel, onde ficará resguardada e será futuramente restaurada. Segundo o arquiteto, o resgate da peça foi programado com a finalidade de removê-la da situação de degradação e risco, e disponibilizá-la para fruição e pesquisa.

Trágicas coincidências 

Maria Katharina era uma imigrante alemã, nascida em 7 de janeiro de 1818, em Ohlweiler (no Hunsrück), e chegou ao Brasil em 29 de dezembro de 1825. Ela acabou falecendo no dia 11 de janeiro de 1849, em Hamburgo Velho, durante o parto de seu último filho, Pedro Guilherme Kremer, aos 31 anos.

A data de seu falecimento é justamente o dia do aniversário de sua filha Elisabetha, que nasceu nesta data no ano de 1834, já em Hamburgo Velho. Que, por sua vez, faleceu da mesma forma, seis meses antes de sua mãe, no dia 30 de junho de 1848, ao dar à luz à Catharina Bender. Para aumentar o drama, Catharina morreu 31 anos depois, também por complicações de seu último parto.

O nascimento dos gêmeos Guilherme Leopoldo e João Leopoldo Bender em 16 de setembro de 1879, seu sétimo e oitavo filho, lhe trouxe complicações, fazendo com que ela falecesse poucos meses depois, no dia 1º de dezembro de 1879, aos 31 anos, mesma idade de sua avó, Maria Katharina.

Valorização histórica feminina

O historiador Paulo Daniel Spolier, que tem trabalhado para levantar as informações históricas sobre a família, explica que um dos objetivos deste restauro é combater a invisibilidade feminina. “As mulheres imigrantes e descendentes sempre foram muito importantes no desenvolvimento da sociedade, mas há muito poucos registros sobre elas porque sempre se valorizou mais o homem. Tanto que nas lápides, elas são descritas como esposas e constam os nomes dos maridos. Elisabetha, por exemplo, tinha só 14 anos, era praticamente uma criança, e morreu sendo mãe”, explica Spolier.

Toda a faixa de terras no entorno de onde a lápide foi encontrada era da família. Portanto, possivelmente elas foram sepultadas fora do cemitério, na propriedade, em local próximo de onde foi encontrada. Com a urbanização, algumas construções foram edificadas e uma delas pode ter sido feita sobre o local, e a lápide "empurrada" adiante. “Até mesmo pelo peso do monumento, é improvável que os corpos tenham sido enterrados longe dali. O que aparenta é que jogaram a lápide para o lado na hora de construir, e por lá ela permaneceu por décadas.

Inscrições no “Monumento ao amor”

Dedicado:

à Elisabetha Kremer, esposa de Phillip Kunz. Nascida em 11 de janeiro de 1834, falecida em 30 de junho de 1848.

à M. Katharina Müller, esposa de Johannes Kremer. Nascida em 7 de janeiro de 1818, falecida em 11 de janeiro de 1849.

Filha e mãe unidas em uma pedra


História da família, segundo apurado até o momento

“Maria Katharina Müller foi casada com Johannes Kremer e era mãe de Elisabetha Kremer. A jovem Elisabetha faleceu em junho de 1848, com 14 anos, no parto da primeira filha, Catharina. A mãe, Maria Katharina, morreu em janeiro de 1849, aos 31 anos. Duas jovens mulheres, mãe e filha - ainda uma adolescente - com suas vidas e mortes registradas num Monumento ao Amor.

Maria Katharina Müller, nascida em 7 de janeiro de 1818, em Ohlweiler (no Hunsrück), faleceu em 11 de janeiro de 1849 em Hamburgo Velho, durante o parto de seu último filho, Pedro Guilherme Kremer, aos 31 anos de idade. Katharina era filha de Heinrich Müller, nascido em 1780, também em Ohlweiler, lavrador, e Maria Elisabeth Schmidt, nascida em 1780.

A família Müller veio de Bremen na galera "Friedrich Heinrich", chegando ao Rio de Janeiro em 8 de novembro de 1825, vindo para o Rio Grande do Sul no bergantim-escuna "Galvão", chegando a São Leopoldo em 29 de dezembro de 1825.

Maria Katharina foi casada com João (Johann) Kremer, com quem teve cinco filhos: Elisabetha, Anna Maria, Jacob, Pedro, João Nicolau e Pedro Guilherme. Johann Krämer (Kremer, Kraemer), nascido em 15 de novembro de 1808 em Mettnich, faleceu no dia 2 de junho de 1871, em Hamburgo Velho.

Como imigrante, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de dezembro de 1828 pelo trimastro "Olbers", e a São Leopoldo pelo costeiro "Marquês de Viana", em 9 de março de 1829. Junto com Johann, viajavam seu irmão Peter Julius - morto em 31 de outubro daquele mesmo ano - a irmã Angélica (ou Angela) Kremer e, ainda, o parente Nicolau Becker, que chega a São Leopoldo já casado com Angélica, formando uma família em separado nos registros de desembarque.

Johann Kremer se estabeleceu como colono em Hamburgo Velho, com uma propriedade que compreendia uma faixa de terras que se estendia, aproximadamente, entre as atuais ruas Piratini, General Daltro Filho, General Osório com uma linha divisória perpendicular à rua Piratini, passando entre a Igreja Católica Nossa Senhora da Piedade e o atual Campus I da Feevale (antigo Colégio São Jacó), se estendendo até o meio do Morro dos Papagaios. Em 9 de agosto de 1836 assinou seu alistamento na Companhia de Voluntários da Pátria, combatendo do lado imperial durante a Revolução Farroupilha.

Johann Kremer era tanoeiro e curtidor, estabelecido com curtume em Hamburgo Velho. Seu inventário indica 6:000$000 (seis contos de réis) em 1849, quando do falecimento de Maria Katharina, e 93:000$000 (noventa e três contos de réis) quando o próprio Johann faleceu, em 1871, indicando que Kremer era um dos homens mais ricos da região.

Com João Pedro Schmitt, comerciante em Hamburgerberg, Johann Kremer montou uma sociedade em 1842 para compra e venda de terras. A Krämer & Schmitt adquiriu em leilão público, por exemplo, as terras anteriormente pertencentes ao Tenente Manoel José de Leão, a então chamada Fazenda Padre Eterno. Os sócios dividiram a área em 62 colônias de terra, dando origem a grande parte do que hoje é o município de Sapiranga, o Leonerhof.

A primeira filha de Johann Kremer com Maria Katharina Müller foi Elisabetha Kremer, nascida em 11 de janeiro de 1834 em Hamburgo Velho. Ainda adolescente, casou-se com Johann Philipp Kunz, tendo falecido durante o parto de sua primeira filha, Catharina, em 30 de junho de 1848.

Johann Philipp Kunz (ou Felippe Kunz, como ficou registrado em boa parte da documentação alcançada), nasceu em Hamburgo Velho em 11 de abril de 1825, filho de Johann Kunz e Maria Bauer. Após a morte da primeira esposa, Felippe Kunz ainda se casaria mais duas vezes: com Katharina Becker (filha de Angela Kremer e Nicolau Becker, prima de Elisabetha, falecida em 22 de setembro de 1864) e, pela terceira vez, com Katharina Fadel, falecida em 12 de abril de 1887. Felippe faleceu em 08 de agosto de 1889, em Hamburgerberg.

Mórbida coincidência, a filha de Elisabetha e Felippe Kunz, Catharina Bender, faleceu em 1º de dezembro de 1879, aos 31 anos, também em decorrência de complicações no parto dos gêmeos Guilherme Leopoldo e João Leopoldo Bender, seu sétimo e oitavo filho, respectivamente, nascidos em 16 de setembro de 1879. Enquanto Guilherme cresceu e casou com Emma Schmidt, com quem teve dois filhos (Irma e Willy), João Leopoldo morreu em nove de junho de 1880, com apenas nove meses de idade."


Fonte: Dário Gonçalves / Jornal NH / Grupo Sinos / ABC Mais

https://www.abcmais.com/brasil/rio-grande-do-sul/vale-do-rio-dos-sinos/novo-hamburgo/lapide-de-175-anos-de-imigrantes-alemaes-e-encontrada-em-novo-hamburgo-e-revela-triste-historia/amp/

Vìdeo: Entrevista ao programa Domínio Público

 



quarta-feira, 17 de julho de 2024

Portal Martin Behrend - De 1849: localizado num pátio, registro da história em alemão ficará exposto em Hamburgo Velho

 O transporte do objeto foi viabilizado pela Associação de Moradores e Empreendedores de Hamburgo Velho (AME)

Na manhã desta quarta-feira (17), uma movimentação diferente foi registrada no bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo

Uma equipe contratada pela AME – Associação de Moradores e Empreendedores de Hamburgo Velho realizou a remoção de uma lápide histórica de 175 anos, que estava abandonada.

A peça misteriosa foi localizada, em 2021, junto a uma área verde que fica nos fundos de uma fábrica do bairro - próximo da Rua Borges do Canto.

MONUMENTO AO AMOR

Trata-se de uma lápide em pedra arenito, cuja inscrição nomeia “Monumento ao Amor” (Denkmal der Liebe), e foi construída em homenagem póstuma a duas mulheres de uma família de imigrantes alemães - Elisabetha Kremer (falecida em 1848) e M. Katharine Müller (falecida em 1849). A peça é esculpida em pedra arenito e mede 1,33mx1,79m.

Extremamente pesada, encontrava-se caída junto a vegetação densa em um terreno bastante acidentado, o que dificultou a remoção.

A retirada foi realizada com guincho Muck pela empresa de transportes Marquevis, com financiamento providenciado pela AME e acompanhamento técnico do arquiteto restaurador Jorge Luís Stocker Júnior.

Outros detalhes sobre a história da peça e da família, bem como seu local original, ainda estão sendo investigados.

A lápide foi transferida para o acervo da Fundação Scheffel, onde será futuramente posicionada e restaurada, ficando acessível para visitação.

Ela já está posicionada num jardim localizado em frente à Fundação Scheffel, onde também se encontra um coreto histórico.

SOBRE A AME

A AME - Associação dos Moradores e Empreendedores de Hamburgo Velho tem como missão valorizar o bairro através de ações que fortaleçam os laços entre moradores, empreendedores e visitantes com preservação e/ou sustentabilidade e desenvolvimento contínuo.

Seus pilares estão baseados nos seguintes tópicos:

a) Promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico material e imaterial e artístico;

b) Defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;

c) Fomento do empreendedorismo economicamente sustentável;

d) Representação de seus associados perante a administração pública e demais poderes públicos, bem como perante autarquias, institutos e fundações públicas nos temas de interesse comunitário, social ou econômico do bairro de Hamburgo Velho.

Fonte: Portal Martin Behrend - https://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/15138/titulo/de-1849-localizado-num-patio-registro-da-historia-em-alemao-ficara-exposto-em-hamburgo-velho

Monumento misterioso de 175 anos abandonado em área verde é resgatado em Hamburgo Velho

 

Um monumento misterioso de 175 anos foi removida de uma área verde de uma empresa no bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo, na manhã desta quarta-feira (17). A movimentação atípica chamou a atenção nas ruas. Uma equipe contratada pela Associação de Moradores e Empreendedores (AME) de Hamburgo Velho realizou a remoção.

A peça misteriosa foi localizada em 2021 nos fundos de uma fábrica de Hamburgo Velho. Trata-se de uma lápide em pedra arenito, cuja inscrição nomeia “Monumento ao Amor” (Denkmal der Liebe, no idioma germânico), e foi construída em homenagem póstuma a duas mulheres de uma família de imigrantes alemães – Elisabetha Kremer (falecida em 1848) e M. Katharine Müller (falecida em 1849).


Esculpida em pedra arenito, o monumento mede 1,33m x 1,79m. Extremamente pesado, encontrava-se caída junto à vegetação densa em um terreno bastante acidentado, o que dificultou a remoção. A retirada foi realizada com guincho Muck pela empresa de transportes Marquevis, com financiamento providenciado pela AME e acompanhamento técnico do arquiteto restaurador Jorge Luís Stocker Júnior.

Mais detalhes sobre a história da peça e da família, bem como seu local original, ainda estão sendo investigados. A lápide foi transferida para o acervo da Fundação Scheffel, onde será futuramente posicionada e restaurada, ficando acessível para visitação.







Fonte:

https://valedosinos.org/monumento-misterioso-de-175-anos-abandonado-em-area-verde-e-resgatado-em-hamburgo-velho/

segunda-feira, 8 de julho de 2024

TV Câmara NH: Patrimônio histórico como motor de desenvolvimento econômico é tema de entrevista no Domínio Público

 8/07/2024 – Nesta sexta-feira, 19, o programa Domínio Público, da TV Câmara, apresenta uma entrevista com o arquiteto e urbanista Jorge Luís Stocker Júnior, mestre e doutorando em Planejamento Urbano e Regional pela UFRGS. Ele discute como o patrimônio histórico e cultural pode atuar como fomentador do desenvolvimento econômico e social. A entrevista aborda a importância da preservação do patrimônio, destacando suas contribuições para a economia local por meio do turismo e de outras atividades.


Foto: Eduarda Souza / CMNH

Jorge Luís Stocker Júnior explicou a definição de patrimônio histórico e cultural, ressaltando as diferenças entre os dois termos e a importância de ambos para a identidade e memória coletiva de uma sociedade. Ele destacou exemplos de iniciativas bem-sucedidas que integraram a preservação do patrimônio com o desenvolvimento econômico, mostrando como cidades podem se beneficiar economicamente ao valorizar sua história.

A entrevista também abordou os principais desafios enfrentados e o papel crucial das políticas públicas e das comunidades locais nesse processo. Stocker enfatizou ainda a importância da educação e da conscientização para garantir a preservação do patrimônio para as futuras gerações.

Por fim, Stocker discutiu como o turismo histórico e cultural pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento econômico sustentável e os riscos de uma exploração inadequada do patrimônio. Ele também destacou o papel das novas tecnologias na promoção e preservação do patrimônio histórico e cultural, abrindo novas oportunidades para a valorização desses bens.

Serviço: A TV Câmara de Novo Hamburgo, canal 16 da Claro, transmitirá o programa sobre o patrimônio histórico como motor de desenvolvimento econômico nesta sexta-feira, 19, às 14h. A comunidade local poderá acompanhar de perto todas as novidades e avanços do projeto. Para aqueles que preferem assistir online, a entrevista estará disponível no canal da TV Câmara NH no YouTube, garantindo maior acessibilidade e alcance.


Fonte da notícia: TV Câmara NH https://portal.camaranh.rs.gov.br/pm3/informacao_e_conhecimento/noticias/tv-camara-nh-patrimonio-historico-como-motor-de-desenvolvimento-economico-e-tema-de-entrevista-no-dominio-publico

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Vìdeo da Mesa Redonda II: Salvando Histórias e Memórias: recuperando acervos da enchente

Mesa II: Salvando histórias e memórias do Rio Grande do Sul

No segundo dia de evento, traremos profissionais que atuaram em diferentes frentes quando das inundações nos acervos institucionais e particulares. Débora Flores, arquivista da UFSM, traz a experiência nos arquivos da Universidade; Dóris Couto, coordenadora do Sistema Estadual de Museus e Diretora do Museu de História Júlio de Castilhos, apresenta a situação dos museus do Estado bem como seus acervos; Jorge Stocker, arquiteto e criador do projeto O Campanário, faz uma fala sobre o impacto que as inundações tiveram no patrimônio edificado; e, por fim, Angelita Peixoto, conservadora-restauradora e membro da atual coordenação do Colegiado Setorial de Memória e Patrimônio do RS, apresenta a situação de salvamento de um acervo bibliográfico.



quarta-feira, 3 de julho de 2024

Resultados da Ação - Curso Patrimônio Cultural e Eventos Climáticos - O Campanário e NEPAC/UFOP




O cenário ainda é trágico e o sofrimento muito severo, mas acreditamos que há esperança e que podemos e devemos ajudar.
O curso “Patrimônio Cultural e Eventos Climáticos”, promovido pelo @nepacufop e @ocampanario, teve 177 inscritos de todo o Brasil. Arrecadamos com esta ação R$ 10.088,00 , doados para a Comunidade de Galópolis.
Muito obrigado a cada participante que se uniu a nós e contribui com esta iniciativa! Nos vemos nas próximas ações! 💛

Mesa redonda: Salvando histórias e memórias do Rio Grande do Sul - Recuperando acervos da enchente - IHGRGS




Participaremos da Mesa II, no dia 03/07, à partir das 18h com transmissão pelo Youtube https://www.youtube.com/@ihgrgs