Ontem
finalmente chegou a conclusão um longo (e muitas vezes doloroso) ciclo!
Finalmente aprovado no Trabalho Final de Graduação do Curso de
Arquitetura e Urbanismo.
Decidi, há muitos anos, não apenas "passar pelo curso". Pois não
acreditava, como ainda não acredito, que apenas cursar inúmeras
disciplinas possa "formar" um profissional.
Em determinado momento decidi me inserir como um agente de
mudança no "mundo real". Interagir os parcos conhecimentos que tinha
com a realidade. Mas, como não há manual de instruções nesse mundo
repleto de armadilhas, contradições, interesses muitas vezes legítimos
porém conflitantes... "Sair da caixinha" é sempre um caminho bem mais
difícil.
Felizmente, nem tudo é sangue e pólvora, também são
inúmeras as amizades, o amadurecimento emocional e o aprendizado obtido
através das vivências nessa militância política (não confundir com
partidária) e em movimentos sociais.
Ao fim desse trecho do
caminho, continuo acreditando que o conhecimento da academia é
importante sim, e muito. Desde que interaja diretamente com a realidade,
com as pessoas, com demandas reais, numa troca constante!
Fico
grato pela oportunidade de aprendizado durante todo o curso de
Arquitetura e Urbanismo, direta ou indiretamente. Fui bolsista,
estagiário, voluntário em inúmeros tipos de ações que me ajudaram de
diferentes formas. Também grato pela oportunidade de cursar parte do
currículo com bolsa integral, sem o que talvez nunca tivesse finalizado o
curso.
Fico satisfeito, também, de ter conseguido com a orientação e apoio da prof Suzana Vielitz de Oliveira,
viabilizar como trabalho de conclusão uma proposta pra um espaço
extremamente degradado do Centro Histórico de Hamburgo Velho,
evidenciando uma ruína praticamente esquecida e já esvaziada de sentido,
num lote hoje subutilizado como estacionamento e cujo destino é esse
mesmo, referendado pelos projetos oficiais de "revitalização".
Fica o projeto como um tímido manifesto, compreendido ou não, sobre o potencial daquele sítio tão especial.
Sinto que finalmente um ciclo se fecha, num ano que foi tão tenso e
repleto de mudanças pra todo mundo. Tenho pensado em muitas coisas e
repensado tantas outras, potencializando ideias e descartando amarras
antigas, com um fôlego e ânimo renovados.
Apesar de tudo, obrigado 2015.
Jorge Luís Stocker Jr.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
sábado, 5 de dezembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
DIálogo sobre patrimônio cultural na Escola Técnica Sen. Ernesto Dornelles
Na manhã de segunda-feira (09/11), um produtivo diálogo sobre patrimônio cultural na Escola Técnica Estadual Senador Ernesto Dornelles.
O encontro teve a participação do acadêmico de Arquitetura e Urbanismo e integrante do Chega de Demolir Porto Alegre, Jorge Luís Stocker Jr..
Foi abordado o conceito de patrimônio cultural, os valores atribuídos aos bens edificados, a diversidade do patrimônio edificado de Porto Alegre e os desafios da preservação.
sábado, 7 de novembro de 2015
Palestra sobre Patrimônio na Escola Técnica Senador Ernesto Dornelles
No prédio histórico da Escola Técnica Senador Ernesto Dornelles, uma conversa sobre o patrimônio cultural da cidade.
Será no dia 9/11, segunda-feira, às 9h, com participação do acadêmico de Arquitetura Jorge Luís Stocker Jr., integrante do Chega de Demolir Porto Alegre.
Participe!
Será no dia 9/11, segunda-feira, às 9h, com participação do acadêmico de Arquitetura Jorge Luís Stocker Jr., integrante do Chega de Demolir Porto Alegre.
Participe!
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Participação no Programa Blá Blá Blá - Unisinos FM
Blá Blá Blá | 25.09.2015 | 1º Seminário Patrimônio Histórico de São Leopoldo
Nesse Blá rolou um bate-papo sobre o 1º Seminário Patrimônio Histórico de São Leopoldo’, que ocorre na semana que vem em São Leopoldo, com o Arq. Leonardo Corá e o Acadêmico Jorge Luís Stocker Jr.
Ouça o programa completo.
Entrevista programa Blá blá blá - Patrimônio Histórico de São Leopoldo
Nesse Blá rolou um bate-papo sobre o 1º Seminário Patrimônio Histórico
de São Leopoldo’, que ocorre na semana que vem, com o Arquiteto Leonardo Corá e acadêmico de arquitetura Jorge Luís Stocker Jr.
https://www.mixcloud.com/UnisinosFM/bl%C3%A1-bl%C3%A1-bl%C3%A1-25092015-1o-semin%C3%A1rio-patrim%C3%B4nio-hist%C3%B3rico-de-s%C3%A3o-leopoldo/
https://www.mixcloud.com/UnisinosFM/bl%C3%A1-bl%C3%A1-bl%C3%A1-25092015-1o-semin%C3%A1rio-patrim%C3%B4nio-hist%C3%B3rico-de-s%C3%A3o-leopoldo/
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Audiência - Trânsito em Hamburgo Velho
Alexandre Reis e Jorge Luís Stocker Jr., integrantes do Coletivo Consciência Coletiva, estiveram presentes em audiência de conciliação promovida pela Justiça Federal, promovida no dia 13/08 nas dependências da Fundação Scheffel.
O encontro teve como tema o tráfego de veículos pesados no Centro Histórico de Hamburgo Velho, recentemente tombado como patrimônio nacional.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Entrevista no Conexão Cultura - TV Unisinos
O artista Alexandre Reis e o acadêmico de Arquitetura Jorge Luís Stocker Jr., do Coletivo Consciência Coletiva, participaram do programa Conexão Cultura da TV Unisinos. Confira no link:
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Por Cais Mauá de Todos em Porto Alegre
(foto: Rafel Ferretti)
O integrante do movimento Chega de Demolir Porto Alegre, Jorge Luís Stocker Jr., esteve presente no evento promovido pelo coletivo Cais Mauá de Todos no último sábado.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Encontro “A Preservação do Patrimônio Natural e seu entorno como recurso de desenvolvimento"
Na primeira fala do dia, o Diretor do Instituto de Pesquisas Hídricas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), André Luiz Lopes da Silveira, falou sobre a importância da gestão da água nos meios rurais e, principalmente, urbanos. “Podemos fazer uma analogia com o corpo humano. Assim como o sangue para o organismo, a água é o fluido vital que mantém nosso clima e nosso ecossistema em equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acontece a doença”, explicou.
Jorge Luis Stocker Júnior abordou o tema da água como referência cultural, meio de transporte e infraestrutura, elemento simbólico e de sociabilidade. Ele apresentou como exemplos detalhes arquitetônicos, construções, organizações geográficas e hábitos construídos em função da proximidade de rios ou da presença do elemento. “A caixa d’água do bairro Petrópolis, na capital, é uma construção que aparentemente não possui grande valor arquitetônico e poderia passar despercebida em um inventário técnico. Entretanto, ela possui um grande significado para a comunidade local”, comentou, destacando a necessidade de maior sensibilidade nas definições relacionadas ao patrimônio cultural.
Já Mônica Wiggers e Mirian Sartori Rodrigues, respectivamente geógrafa e diretora do Instituto do patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS (Iphae) apresentaram um estudo sobre a importância da preservação dos mananciais para a manutenção da mata atlântica. “Houve uma ampliação em relação ao que é patrimônio a ser preservado. Hoje se preserva um conjunto de informações, inclusive o patrimônio imaterial. A mata atlântica, por exemplo, é patrimônio preservado pelo Iphae”, disse Mirian. Para a pesquisadora, não existe separação entre meio ambiente e patrimônio cultural. “São coisas integradas e assim devem ser tratadas”, concluiu.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Audiência pública sobre o inventário de Cachoeira do Sul (RS)
O acadêmico de arquitetura Jorge Luís Stocker Jr., representante do núcleo Defender Vale do Sinos, participou de audiência pública na cidade de Cachoeira do Sul (RS). A audiência pública foi convocada pela Câmara de Vereadores para tratar sobre o Projeto de Lei nº 78/2014, que institui o inventário do patrimônio cultural do município.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Discurso na Tribuna Popular da Câmara Municipal de Novo Hamburgo
18/05/2015 – Na sessão da Câmara Municipal de Novo Hamburgo desta
segunda-feira, 18, Alexandre Reis e Jorge Luís Stocker Jr., do Coletivo Consciência Coletiva,
estiveram ocupando a Tribuna Popular.
Segundo
os ativistas, Novo Hamburgo perdeu 50 imóveis que
constavam do inventário arquitetônico e cultural, em consequência da
remoção do inventário do Plano Diretor. A dupla mostrou no telão uma
série de fotos de imóveis históricos em
péssimo estado.
Fotografia: http://portal.camaranh.rs.gov.br/noticias/cidadaos-lamentam-descaso-com-predios-historicos-de-novo-hamburgo
terça-feira, 12 de maio de 2015
Notícia no Jornal Canudos - tombamento de Hamburgo Velho
Hamburgo Velho será patrimônio de todos os brasileiros
Depois de mais de 40 anos de luta, iniciada pelo
artista plástico Ernesto Frederico Scheffel e pela historiadora e
pesquisadora Ângela Sperb, a notícia veio no domingo: o Centro Histórico
de Hamburgo Velho será tombado como patrimônio histórico brasileiro
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Mas
a notícia não veio de qualquer forma. Foi a própria presidente da
República, Dilma Rousseff, que ligou para o artista e informou.
Dilma
salientou que cuidou pessoalmente do assunto, depois de conhecer o
trabalho e a luta de Scheffel. Foi Carlos Araújo, ex-marido da
presidente, que apresentou a autobiografia de Scheffel a Dilma, que
também desejou melhoras ao artista, após saber que ele se recupera da
mesma doença pela qual a líder da nação já passou: um câncer.
(...)
Comunidade comemora
Um
dos grupos que mais comemorou o anúncio foi o Coletivo Consciência
Coletiva, que realiza manifestações e intervenções artísticas na cidade
buscando a preservação do patrimônio cultural da cidade. Jorge Stocker,
membro do coletivo, comentou o assunto. “Recebemos a notícia com
esperança, pois esperamos a efetivação do tombamento nacional desde
2009. O período de estudo de tombamento tem sido muito conturbado, e
neste espaço de tempo muita coisa se perdeu, devido a falta de preparo
do município para fazer a gestão do patrimônio. A atuação mais intensa
do IPHAN em Novo Hamburgo é necessária para motivar o município a
cumprir seu papel como agente de preservação. Hamburgo Velho teve um dos
movimentos vanguardistas da sociedade civil em defesa do patrimônio
cultural. Será muito positivo ver finalmente o poder público
reconhecendo esse espaço já consagrado pela comunidade há décadas”,
explicou Stocker.
Patrimônio perdido
Até
2009, Novo Hamburgo possuía um inventário de seu patrimônio histórico.
Porém, naquele ano, ele foi retirado do plano diretor da cidade. Desde
então, quase 50 prédios históricos já foram derrubados. Um desses
patrimônios foi a Casa Koch, que também estava em estudo de tombamento
nacional. Na foto, o Coletivo realiza um funeral simbólico da casa.
Fonte: http://reportagem5.wix.com/jornal-canudos#!Hamburgo-Velho-ser%C3%A1-patrim%C3%B4nio-de-todos-os-brasileiros/cjds/5551e3760cf21fee138327be
sexta-feira, 8 de maio de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Protegidos por lei, prédios históricos sofrem com o descaso no centro de Porto Alegre
Mais de mil construções fazem parte da lista de imóveis
tombados e inventariados no centro de Porto Alegre. São testemunhas e
personagens dos caminhos que a cidade trilhou em seus 243 anos – e, por isso,
têm o valor arquitetônico, cultural e social preservado por lei. Muitas vezes,
no entanto, só por lei.
Basta um breve passeio pelas ruas centrais da Capital para
flagrar parte do passado em ruínas. Já sem telhado e com risco de desabamento,
casas e prédios históricos privados viraram depósitos de lixo e criadouros de
ratos e moscas. São imóveis que tentam resistir a processos judiciais de longa
data, ao desinteresse dos proprietários, à ineficiência do poder público na
fiscalização e aplicação das medidas punitivas e à falta de regulamentação de
uma lei municipal, criada em 2008, que trata do assunto.
Zero Hora percorreu seis ruas do Centro e verificou as
condições de 70 imóveis tombados ou inventariados. Destes, 15 foram encontrados
em mau estado de conservação – sendo que dez estavam totalmente abandonados.
Um dos imóveis conferidos ocupa o número 645 da Rua
Riachuelo. É um sobrado construído há mais de cem anos, aos moldes coloniais,
que pertenceu ao comendador João Batista Ferreira de Azevedo, importante
comerciante e um dos fundadores do Banco da Província. Tombado pelo município
desde 1980, o imóvel hoje consiste em uma fachada, escorada há alguns anos por
ação da prefeitura. Além de se tornar símbolo do descaso com o passado, a casa
virou motivo de queixa de moradores do entorno.
– Blocos de cimento caem na nossa área, e mosquitos invadem
os apartamentos. Sem contar que o que sobrou das paredes internas pode a
qualquer momento desabar sobre os moradores de rua que invadiram o espaço –
reclama o funcionário público Sérgio Brum, vizinho das ruínas há 11 anos.
Incomodado, o condomínio de Brum entrou na Justiça em busca
de solução. O mesmo já havia feito o Ministério Público (MP) do Estado quando,
em 1999, moveu uma ação pública contra os proprietários e a prefeitura, que se
torna corresponsável pela preservação de qualquer imóvel identificado como
patrimônio cultural.
– A prefeitura não aplicou multa e atendeu o que determinou
o MP. Foi lá e fez tapume, proteção, estabilização. Agora estamos vendo como
continuar. Temos que ter algo a oferecer. Não se pode apenas chegar para um
proprietário e dizer que a lei determina que ele preserve. É preciso enxergar
limites e buscar parcerias. A saída é uma equação entre o possível e o
desejado, o real e o imaginado – afirma Luiz Antônio Custódio, coordenador de
Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.
Ratos com o mesmo
tamanho dos gatos
Para Custódio, a melhor alternativa, em casos como esse, é
mesma que está sendo aplicada no antigo Cinema Astor, na esquina das avenidas
Cristóvão Colombo e Benjamin Constant: a prefeitura estudou o que seria
possível construir no terreno para viabilizar que uma construção contemporânea
pudesse preservar a fachada. A recuperação do Astor também deve servir de
exemplo para acordos com outros proprietários, acredita Custódio.
Enquanto isso não acontece, o abandono se repete também nas
esquinas da Riachuelo e Marechal Floriano Peixoto, onde está a Casa Azul. De
acordo com o advogado Edgar Granata, um dos proprietários, um incêndio condenou
parte da construção, e a prefeitura determinou a interdição do casarão. A
situação que se estende por mais de uma década foi ainda agravada, como
frequentemente acontece, por desentendimentos entre os inúmeros herdeiros. A
prefeitura afirma que deve recuperar a fachada da edificação, que é uma questão
de segurança, mas não vê a desapropriação do imóvel como alternativa.
– Não teríamos como adquirir todo tipo de imóvel que tem
esse problema. Por isso que a solução urbanística, de estudar o que pode ser
construído, me parece a mais viável. Ainda que, às vezes, emperre na questão
dos proprietários – justifica Custódio.
É o caso da Confeitaria Rocco, na esquina da Riachuelo com a
Dr. Flores, em que um dos três donos não tem interesse em vender o imóvel – que
já tem até proposta de compra. E o impasse segue, assim como no que um dia foi
a famosa boate Água na Boca e, meia quadra acima, no casario da Duque de
Caxias, próximo à Praça Conde de Porto Alegre. Neste último, as duas casas
agora servem de moradia para ratos "que têm o mesmo tamanho dos
gatos" que ali vivem, como dizem os comerciantes das redondezas. Uma das
residências pegou fogo anos atrás e nunca recebeu reparos. Do proprietário, o
pouco que se sabe é guardado em segredo.
– Ninguém quer se meter nessa bronca – afirma uma das
vizinhas.
A estratégia do
descuido
É comum, aliás, nos entornos de construções imponentes e
abandonadas como essas, se dizer em baixo tom que o donos "fazem é questão
de que tudo desabe de uma vez". Há quem diga que o descuido não passa de
uma estratégia para acelerar o processo de deterioração a um ponto irreversível
– aquele em que o patrimônio perde totalmente o seu valor cultural.
– Aí recolhe o que sobrou e libera o terreno pra uma garagem
ou prédio grande, né? – complementa a mulher, que não quis se identificar.
Interesses escusos podem existir, afirma Jorge Luís Stocker
Júnior, da Defender, associação civil que atua na defesa civil
do patrimônio cultural no Estado. A (ir)responsabilidade na manutenção dos
prédios, no entanto, vai além da esfera dos proprietários, defende Stocker.
– Muitos deles até têm interesse em preservar, mas enfrentam
burocracias na prefeitura, não têm recursos, nem acesso a ferramentas de
incentivo. No fim, os donos de bens históricos, que não podem ser
descaracterizados, ficam só com o ônus do processo de preservação.
Nova lei pode
viabilizar recursos para restauração
A lei municipal que trata do tombamento – e protege,
portanto, cerca de 40 imóveis no Centro – fornece mecanismos para que a
prefeitura incentive a manutenção dos patrimônios particulares e atue em casos
de abandono. Entre as ferramentas, estão a isenção do IPTU para proprietários e
a possibilidade de transferência do potencial construtivo dos terrenos. No rol
de medidas punitivas, estão notificações, multas, e até mesmo a desapropriação
dos imóveis – recursos raramente aplicados.
Só que a maior parte do patrimônio histórico do Centro
(1.037 imóveis, conforme a prefeitura) são casas e prédios inventariados. Estes
são protegidos por outra lei municipal, a Lei do Inventário, que prevê
praticamente os mesmos ônus e bônus aos proprietários da lei do tombamento. A
diferença é que, sete anos após terem sido publicadas, as regras ainda não
foram regulamentadas.
Quando forem, na expectativa da promotora Annelise
Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto
Alegre, grande parte da questão da preservação do patrimônio cultural privado
da Capital poderá ser resolvida a partir de um único artigo: o que trata da
transferência do potencial construtivo.
Funciona assim: o proprietário de um bem histórico faz um
estudo, de acordo com o Plano Diretor, do que seria possível construir naquele
terreno, caso ele não abrigasse um imóvel tombado ou inventariado. Ele
descobre, então, que tem um potencial construtivo de X metros quadrados,
distribuídos em X pavimentos. Como ele não pode fazer uso deste potencial no
próprio terreno, em função do tombamento/inventário, ele tem o direito de
vender parte do índice para um construtor. Este, por sua vez, adquire o direito
de exceder, em algum empreendimento, os limites de construção fixados pela
legislação municipal – pode construir mais área, respeitando a volumetria
(recuos e altura máxima).
– Com isso, o proprietário teria recursos para assegurar a
sustentabilidade do seu bem. Por isso da urgente necessidade da regulamentação
da lei. Do contrário, continuaremos apenas com os instrumentos de comando e
controle, que não garantem a restauração, só geram longos processos judiciais –
afirma a promotora.
Segundo a prefeitura, a lei tem um estudo de revisão pronto,
que será encaminhado à Câmara Municipal de Vereadores para aprovação. A
regulamentação, no entanto, não tem prazo para ocorrer.
Visita a Antiga Casa de Câmara e Cadeia de São Jerônimo (RS)
Alexandro Witkowski e Jorge Luís Stocker Jr. em visita ao prédio degradado.
Em estado de conservação deplorável, o prédio da antiga Intendência de São Jerônimo, construído no século XIX, despertou preocupação do Legislativo jeronimense e da ONG Defesa Civil do Patrimônio Histórico (Defender). Localizado na Rua Dona Délia Drebes, o está se deteriorando em consequência do abandono.
No último dia 9, os vereadores Felipe Ramos (PDT), Luiz Henrique Severo (PT) e o presidente da Câmara, Marcio Pilger (PT), estiveram reunidos com a Defender na busca de uma solução para a preservação do prédio que por último abrigava a Casa de Cultura Ivone Rosa.
Na última terça-feira, 14, integrantes da Defender estiveram no município para analisar a viabilização de uma consultoria visando a preservação do local. Para Telmo Padilha, presidente Defender, o prédio está em situação deplorável e será necessária a execução de algumas etapas para o início da reforma:
– Nós estivemos conversando na tentativa de achar uma solução para o prédio. Depois disso, vamos pedir um laudo para o Iphae e o decreto de tombamento do imóvel – explica Padilha.
Para o historiador Alexandro Witkowski, delegado regional da Defender, uma das preocupações é a entrada de água da chuva no prédio, fator que pode danificar ainda mais a construção.
– É dramático o estado de conservação do prédio da Casa de Cultura Ivone Carvalho da Rosa e antiga sede do Movimento Pró-Cultura de São Jerônimo. É urgente a proteção do monumento contra a chuva, o que uma cobertura provisória poderia emergencialmente resolver. Também é necessário um completo levantamento histórico e cadastral do prédio antes de fazer qualquer ação que possa comprometer ainda mais – afirma Witkowski.
Em relação a custos, ainda não existe previsão do valor necessário para uma possível revitalização. Segundo Pilger, a expectativa é de que o laudo da situação do prédio e o orçamento de custos estejam concluídos dentro de trinta dias.
Os danos no prédio não são poucos. Além da queda de parte do teto, diversos vidros estão quebrados, instalação elétrica danificada, piso de madeira deteriorado. Diversos móveis estão destruídos.
Por Cauê Florisbal
Fonte original da notícia: Portal de Notícias
sábado, 28 de março de 2015
Palestra na reunião-almoço do grupo Pensando Novo Hamburgo
A primeira edição de 2015 da
Reunião-Almoço do Grupo Pensando Novo Hamburgo ocorreu no dia 04 de março, tendo como pauta a
revitalização do centro de Novo Hamburgo.
O acadêmico de arquitetura da Feevale, Jorge Luís Stocker Jr., realizou uma apresentação sobre o tema, destacando as disposições constitucionais e do Estatuto das Cidades, bem como os potenciais e desafios que o centro apresenta. Foram abordados, também, os problemas na condução do processo de revitalização na cidade.
O evento ocorreu na sede do CDL Novo Hamburgo.
O acadêmico de arquitetura da Feevale, Jorge Luís Stocker Jr., realizou uma apresentação sobre o tema, destacando as disposições constitucionais e do Estatuto das Cidades, bem como os potenciais e desafios que o centro apresenta. Foram abordados, também, os problemas na condução do processo de revitalização na cidade.
O evento ocorreu na sede do CDL Novo Hamburgo.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Participação na reunião almoço do Pensando NH
Pensando Novo Hamburgo apoia reabilitação urbana na cidade
Primeiro almoço-reunião do ano foi nessa quarta, dia 4
O CDL Novo Hamburgo sediou ontem, dia 4 de março, a primeira reunião-almoço de 2015 do Grupo Pensando Novo Hamburgo. O evento trouxe um tema que está preocupando os hamburguenses há tempo: A revitalização da cidade. E quem esteve conduzindo a discussão sobre o assunto foi o que o vice-Presidente da Defender/RS (Defesa Civil do Patrimônio Histórico), Jorge Luís Stocker.Stocker apresentou um panorama da situação central de Novo Hamburgo. Segundo ele, alguns desafios da cidade para reabilitação desta área se fazem necessário, tais como poluição visual, fiação aérea e o principal, a falta de conservação. “Precisamos entender, identificar e valorizar nosso patrimônio. Nosso centro precisa voltar a ser atrativo tanto para a comunidade quanto aos visitantes,” destacou.
A reunião ainda contou com a presença do primeiro coordenador do Grupo Pensando, Edson Machado.
Uma das responsáveis pelo evento, a vice-presidente do grupo pensando NH, Rosane Schumacher, falou sobre a importância da comunidade estar acompanhando o andamento dessas obras de revitalização, justamente porque no final da contas quem paga as reformas da cidade é o próprio contribuinte -” Agora se montou uma pequena comissão do pensando Novo Hamburgo e nós vamos buscar esses projetos atualizados, pois das aprovações da apresentação de 2010 pra cá já se passaram quase 5 anos e a gente sabe que foram feitas alterações, então é importante que a comunidade tenha conhecimento, e o Pensando tem todo o interesse de buscar.”
Fonte:https://novohamburgo.org/site/noticias/2015/03/05/pensando-novo-hamburgo-apoia-reabilitacao-urbana-na-cidade/
quarta-feira, 4 de março de 2015
Coletivo é tema de projeto na Feevale
No
dia 3 de março o acadêmico Jorge Luís Stocker Jr., integrante do Coletivo Consciência Coletiva, esteve presente em uma
aula do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Feevale.
O convite partiu das professoras Josana Wez e Suzana Vielitz de Oliveira, da disciplina de Projeto V do Curso de Arquitetura e Urbanismo.
Como tema para o projeto arquitetônico do semestre, está uma sede para dois movimentos de Novo Hamburgo: Coletivo Consciência Coletiva e Movimento Roessler, através da reabilitação de uma edificação de interesse histórico.
Representantes dos dois grupos estiveram participando da aula, falando um pouco das ações, forma de atuação e projetos desenvolvidos, ajudando assim a formatar o programa de necessidades.
O convite partiu das professoras Josana Wez e Suzana Vielitz de Oliveira, da disciplina de Projeto V do Curso de Arquitetura e Urbanismo.
Como tema para o projeto arquitetônico do semestre, está uma sede para dois movimentos de Novo Hamburgo: Coletivo Consciência Coletiva e Movimento Roessler, através da reabilitação de uma edificação de interesse histórico.
Representantes dos dois grupos estiveram participando da aula, falando um pouco das ações, forma de atuação e projetos desenvolvidos, ajudando assim a formatar o programa de necessidades.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Notícia no Jornal Repercussão
Campo Bom – Um recente abaixo-assinado publicado no site
Petição Pública traz de volta a questão do patrimônio histórico da
cidade de Campo Bom e a importância de mantê-lo. A iniciativa é da
Defesa Civil do Patrimônio Histórico (Defender), através do
vice-presidente Jorge Luís Stocker Júnior. Uma das principais demandas
do abaixo-assinado é a atualização do Inventário do Patrimônio Cultural
do Município (que foi realizado na década de 1990) e, posteriormente, a
revisão do Plano Diretor, onde deverão ser incluídos os bens listados no
novo Inventário.
Conforme o vice-presidente, de acordo com a Constituição Estadual, é
obrigatório que cada município esteja com seu cadastro atualizado.
“Logo após a Constituição de 1988, foi realizado o Inventário, iniciado
em 1994 e finalizado em 1996. Esse inventário tinha um total de 57
imóveis, que na época se entendia que possuíam valor cultural. Uma cópia
foi enviada para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do
Estado (IPHAE) e outra para o Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (IPHAN). E só. Não criaram nenhuma ferramenta de
proteção, Plano Diretor, nada que visasse a manutenção dos locais”, ele
explica.
Assim, a Defender espera expor a importância desses bens à população, e incentivar o governo a preservar o patrimônio da cidade.
Luta tem o apoio da comunidade
Segundo o vice-presidente, o novo Inventário é o primeiro passo
para a preservação do patrimônio. “É preciso elencar o que tem
importância, para então saber quais as medidas que devem ser tomadas”.
Entre os bens e locais que entrariam nessa lista e que são mais
conhecidos pela comunidade, Jorge destaca a igreja evangélica antiga –
“a própria igreja católica atual, também” -, a antiga estação
ferroviária e o Clube XV de Novembro.
“Acreditamos que o abaixo-assinado é uma das formas de informar a
comunidade sobre essas questões”, diz o Jorge, que faz questão de
mencionar que o abaixo-assinado também circulou pela cidade em papel
impresso. “É uma forma de esclarecer as dúvidas da comunidade”, diz.
Ele também dá destaque ao papel da população, que também manifestou
seu desejo de que o patrimônio seja preservado. “O apoio da comunidade
faz com que nosso pedido tenha não só legitimidade junto à
constituição, mas também junto à população”.
Inventário defasado
Jorge Stocker comenta que o Inventário que foi realizado se
encontra defasado por duas razões. “Primeiro, a metodologia de hoje é
diferente. Nos anos 90, consideravam apenas valor artístico e histórico,
hoje também consideramos a importância social. Por exemplo, se temos um
prédio simples, mas que faz parte da memória da comunidade, ele pode
ser considerado como patrimônio histórico. Segundo, na época, foram
selecionados os bens considerados como mais importantes. Dos 57 bens
originais, hoje restam 38, minimamente preservados”, frisa Jorge Luís
Stocker Júnior.
Fonte: http://www.jornalrepercussao.com.br/geral/defender-na-luta-pelo-patrimonio-historico/
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Reunião com o MPF em Novo Hamburgo
Na quinta-feira (19/02), integrantes do Coletivo Consciência Coletiva e do núcleo regional da Defender Vale do Sinos reuniram-se
com a Procuradora da República, Andréia Rigoni Agostini, na sede do MPF –
Ministério Público Federal em Novo Hamburgo (RS). Na pauta da reunião,
as recentes agressões ao patrimônio cultural do Centro Histórico de
Hamburgo Velho, em processo de tombamento federal pelo IPHAN – Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
“O último mês teve dois desastres ambientais que destruíram parte da paisagem do bairro: a derrubada de uma tipuana centenária na rua Frederico Mentz, e a derrubada de um conjunto verde na rua Maurício Cardoso”, explica Jorge Luís Stocker Jr., – “Nos parece que nesse ritmo, pouco vai restar de interessante no bairro até que seja efetivado o tombamento nacional iniciado em 2011”.
Os casos não são os únicos – Nos últimos anos, foram dezenas de casos que necessitaram a intervenção: “Imóveis são descaracterizados de forma arbitrária sem projeto, como é o caso de um imóvel na rua Piratini. Outros tiveram a demolição autorizada pelo município, como o caso da Casa Koch. Vemos que todos os problemas de gestão concentram-se na incapacidade do município em dialogar com o IPHAN num fluxo adequado”, complementa Stocker.
Para Alexandre Reis, a devastação ambiental promovida na última semana é trágica para o centro histórico: “Foi desprezada a mobilização da comunidade, movida pelo Coletivo Consciência Coletiva num abaixo-assinado com mais de mil assinaturas pedindo a readequação do projeto. Assim como aconteceu com a Casa Koch, o município desrespeitou a própria lei municipal que determina consulta ao IPHAN”.
Além de sugerir a formalização de um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta com o município para que este siga um fluxo adequado da aprovação de projetos e licenciamento ambiental, também se falou sobre a falta de legitimidade da Comissão de Patrimônio Cultural e Natural. “A sociedade civil não tem vaga nessa Comissão, que é integrada basicamente pelo poder público” complementa Alexandre.
“O último mês teve dois desastres ambientais que destruíram parte da paisagem do bairro: a derrubada de uma tipuana centenária na rua Frederico Mentz, e a derrubada de um conjunto verde na rua Maurício Cardoso”, explica Jorge Luís Stocker Jr., – “Nos parece que nesse ritmo, pouco vai restar de interessante no bairro até que seja efetivado o tombamento nacional iniciado em 2011”.
Os casos não são os únicos – Nos últimos anos, foram dezenas de casos que necessitaram a intervenção: “Imóveis são descaracterizados de forma arbitrária sem projeto, como é o caso de um imóvel na rua Piratini. Outros tiveram a demolição autorizada pelo município, como o caso da Casa Koch. Vemos que todos os problemas de gestão concentram-se na incapacidade do município em dialogar com o IPHAN num fluxo adequado”, complementa Stocker.
Para Alexandre Reis, a devastação ambiental promovida na última semana é trágica para o centro histórico: “Foi desprezada a mobilização da comunidade, movida pelo Coletivo Consciência Coletiva num abaixo-assinado com mais de mil assinaturas pedindo a readequação do projeto. Assim como aconteceu com a Casa Koch, o município desrespeitou a própria lei municipal que determina consulta ao IPHAN”.
Além de sugerir a formalização de um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta com o município para que este siga um fluxo adequado da aprovação de projetos e licenciamento ambiental, também se falou sobre a falta de legitimidade da Comissão de Patrimônio Cultural e Natural. “A sociedade civil não tem vaga nessa Comissão, que é integrada basicamente pelo poder público” complementa Alexandre.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
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